quarta-feira, 9 de maio de 2012

Bebê morto a dois meses na barriga da mãe, preocupa a família.

 O sonho de ser mãe terminou mais cedo para a menor M.R.M. de 15 anos ( foto) no dia 02 de maio de 2012, logo após ter visto com os próprios olhos as informações trazidas em seu ultrassom que concluía:
, ( Gestação interrompida com + ou - 7,5 semanas, " Aborto Retido" ).

aborto retido é aquele em que o embrião ou feto se mantém no útero da mulher, sem quaisquer sinais ou sintomas. Ou seja, ocorre morte fetal mas o feto permanece retido no útero por 4 semanas ou mais. Após 6 semanas dentro do útero, pode desenvolver-se a Sd. do óbito fetal, com CIVD, hipofibrinogenemia progressiva e uma possível hemorragia maciça quando o parto finalmente ocorre. A Sd. do óbito fetal ocorre somente nas perdas do 2º trimestre ou mais tarde.


Segundo a menor, a mesma teria engravidado, mesmo precavendo-se com pílulas anti concepcionais, após a confirmação da gravidez , ela então prosseguiu com a tradicional rotina de uma gestante, realizou durante 04 meses seu pré natal em Buri, intercalando, um mês com um, outrora com outro profissional.

Marcado o primeiro ultrassom , o profissional não compareceu, então a "futura mamãe" teve de esperar para remarcar um outro, que seria realizado semana seguinte e que não traria boas noticias a ela.


Desesperada com a noticia e preocupada por estar com o feto morto em torno de dois meses em sua barriga, a menor juntamente com sua mãe dirigiu-se até a secretaria de saúde do município e transpareceu sua preocupação a secretária, quanto a sua vida,  já que a do bebê, infelizmente já estava comprometida.

Segundo ela , uma enfermeira foi solicitada pela secretária e a informou que não havia riscos quanto ao tempo do feto estar morto em sua barriga, e que expeliria automaticamente, porém para tirar das dúvidas e aliviar a preocupação também da mãe da menor, o caso foi encaminhado a Itapeva.

Por lá as informações foram bem semelhantes segundo  M.R.M., e que o médico daquela cidade teria dito que assim que ela tivesse "corrimento" procurasse o médico local.


Foi oque a mesma fez nessa terça feira (08) assim que percebeu algo estranho seguido de algumas cólicas, procurou o médico que a informou que deveria voltar apenas após soltar " bolas de sangue" e que não deveria se preocupar com aquele simples corrimento.Preocupada com sua saúde e situação, a mesma nos procurou pedindo auxilio.

Informações baseadas no site da Sociedade de  Gineco Obstetra.


No passado, abortos incompletos no primeiro trimestre eram 
classicamente assistidos com a dilatação do colo uterino (quando necessária) seguida da curetagem. No segundo trimestre (a 
partir da 12ª-14ª semana), o risco de complicações e acidentes 
são mais altos do que no primeiro, levando os autores antigos a 
recorrerem a outros métodos (soluções hipertônicas, dilatadores 
do colo uterino) e até mesmo à conduta expectante. Esta última, 
entretanto, concorre com o risco de hipofibrinogenemia, que 
começa a ser clinicamente importante a partir de 2-3 semanas 
após o óbito fetal. Pelas razões expostas, a conduta do segundo 
trimestre era estendida ao terceiro trimestre

Após 1960, com o melhor conhecimento da ocitocina, esta 
passou a ser opção para interrupção da gravidez a partir do segundo trimestre. Entretanto, o êxito (avaliado pela expulsão do 
concepto) ainda não era satisfatório, obrigando a intervenções 
cirúrgicas delicadas (extração manual da placenta e curetagem com 
pinça de ovo ou curetas maiores)  que demandavam experiência 
do obstetra, mantendo o risco elevado de complicações nesse 
grupo.  A  taxa  de  êxito,  expressa  pelo  completo  esvaziamento 
uterino, ficava em 75% com a ocitocina

 A  partir  de  1970  surgiram  as  prostaglandinas,  substâncias 
que, entre outras ações, atuam sobre a estrutura do colágeno 
do colo uterino e sobre a contratilidade uterina. Estas passaram 
a ser utilizadas em substituição ou associadas à ocitocina, aumentando a taxa de esvaziamento uterino no segundo e terceiro 
trimestres, agora de 90%.
Assim, hoje se pode oferecer às pacientes métodos de esvaziamento do útero com feto morto com margem de êxito bastante 
satisfatória e redução do risco de complicações e acidentes, além 
de menos tempo, reduzindo-se sua angústia.
O objetivo do artigo é fazer a revisão das técnicas disponíveis 
para o esvaziamento uterino e análise crítica das mesmas.

Fonte: www. febrasgo.org.br

Entramos em contato com a doutora Luciana Rímolo Leal  que disse, após consultar também  2 obstetras do Hospital das Clínicas de São Paulo:
"- ..a conduta é expectante até um mês e após isso é indicada curetagem.... continuou dizendo:-Quando se descobre que o feto está morto damos em média um mês de prazo pro aborto espontâneo.Após esse um mê é aconselhada uma curetagem, devido as complicações para a mãe. Mais o estranho foi..muito tempo transcorreu.


Apesar de todas essas informações mãe e filha continuam preocupadas sem saber quais os procedimentos deverão tomar daqui pra frente.

Por News Buri

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